Dados até 28 de outubro de 2026, 17h50 (Brasília). O fechamento de 28 de outubro e a decisão de juros do Fed não foram localizados até esse horário.
Em resumo
- Fato: o Ibovespa caiu 13,88% em 26 de outubro, a 176.608,23 pontos, e recuou mais 0,51% em 27 de outubro, a 175.710,05 pontos.
- Causa: o mercado reagiu ao resultado do segundo turno da eleição presidencial. Analistas citados pela imprensa apontam o receio sobre a política fiscal, e essa leitura é atribuída a eles.
- Para o leitor: quase toda a perda se concentrou em um único dia. O que vem depois depende de decisões fiscais ainda sem data e dos balanços do 3º trimestre.
Queda do Ibovespa: o que aconteceu entre 26 e 28 de outubro
A queda do Ibovespa de 13,88% em 26 de outubro de 2026 foi a maior perda diária do índice desde março de 2020, segundo a Exame. Foi o primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial.
A B3 suspendeu as negociações por 30 minutos pelo mecanismo de circuit breaker, que não era acionado desde março de 2020, segundo o InfoMoney. A queda máxima do dia chegou a 17,34%, de acordo com a Gazeta do Povo.
O valor de mercado das empresas listadas na B3 passou de R$ 5,684 trilhões em 23 de outubro para R$ 4,950 trilhões em 26 de outubro. É um recuo de 12,91%, ou R$ 734 bilhões, segundo a consultoria Elos Ayta.
Em 27 de outubro, o índice recuou 0,51% e fechou em 175.710,05 pontos, o menor nível desde agosto, segundo a Agência Brasil. Na abertura de 28 de outubro, o Minhas Economias registrou queda de 0,50%, a 174.829 pontos, dado ainda não confirmado de forma independente. Não há dado público localizado sobre o fechamento de 28 de outubro até o horário desta edição.
O que o mercado atribui à queda?
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo o InfoMoney. Os números oficiais estão no site do TSE.
Segundo a Gazeta do Povo, parte dos investidores apostava em Flávio Bolsonaro e em um ajuste fiscal mais rígido. A reação também foi associada ao temor de uma política fiscal expansionista, que dificultaria cortes de juros. Rodrigo Miotto, da Nippur Finance, disse: “Muitos importadores não estavam protegidos por operações de hedge”.
Em 26 de outubro, Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management, afirmou que “o mercado vai reavaliar tudo”, segundo o InfoMoney. O UBS avalia que o governo terá testes para recuperar a confiança do mercado, incluindo um pacote fiscal com números concretos.
Há leitura diferente: Fábio Murad, da Wiser Asset, avalia que a continuidade do governo não causa, sozinha, uma queda permanente. Para ele, as próximas decisões fiscais serão decisivas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo busca o centro da meta fiscal e discutirá o tema com o Congresso, segundo a Agência Brasil. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição poderia atuar no câmbio se encontrar disfuncionalidade.
Quem caiu, quem subiu e o que mudou no dólar e nos juros?
| Ação | Variação em 26/10 | Fonte |
|---|---|---|
| Magazine Luiza | -58,23% | InfoMoney |
| B3 | -36,28% | InfoMoney |
| Banco do Brasil | -29,33% | InfoMoney |
| Bradesco | -21,70% | InfoMoney |
| Suzano | +10,08% | InfoMoney |
| Embraer | +8,89% | InfoMoney |
| Vale | +4,01% | InfoMoney |
O InfoMoney associa as altas de Suzano, Embraer e Vale ao dólar mais alto, que favorece empresas exportadoras.
O dólar subiu entre 8,21% e 8,95% em 26 de outubro, conforme a fonte. Exame e InfoMoney apontam 8,21% (cerca de R$ 5,40), e a Gazeta do Povo, 8,95% (R$ 5,4232). Em 27 de outubro, o dólar à vista recuou 1,07%, a R$ 5,349, segundo a Agência Brasil.
Em dólares, a queda do Ibovespa em 26 de outubro foi de 21,13%, segundo a Elos Ayta, contra 13,88% em reais. A diferença é de 7,25 pontos percentuais, e afeta sobretudo quem mede o retorno em dólar, como o investidor estrangeiro.
Os juros futuros (contratos de DI, que refletem a expectativa para a taxa de juros) subiram até 3 pontos percentuais em 26 de outubro, segundo a Gazeta do Povo. Em 27 de outubro, o DI para janeiro de 2028 recuou de 14,905% para 14,36%, e o de janeiro de 2030, de 15,28% para 14,84%, segundo a 40graus.
O Tesouro Nacional atuou no mercado de títulos. O InfoMoney fala em recompra de R$ 7,1 bilhões em prefixados, e a 40graus, em injeção de R$ 14,8 bilhões. Os valores divergem e não foram localizados em fonte oficial.
Guia prático: o que checar e o que acompanhar
A queda de 26 de outubro já aparece nos preços de fechamento de 27 de outubro. Os dados lidos não permitem dizer o que acontece a partir daí.
Quem tem ações ou fundos de ações pode conferir, no extrato da corretora ou no regulamento do fundo, a exposição a bancos, varejo e exportadoras, que reagiram de forma diferente. Os dados oficiais estão nos sites da B3, do Banco Central, do Tesouro Nacional e do TSE.
O que acompanhar
| Data | Evento | Fonte |
|---|---|---|
| 28 de outubro | Decisão de juros do Fed; expectativa de manutenção da taxa (resultado não localizado) | Minhas Economias |
| 28 de outubro, após o fechamento | Balanço do 3T26 do Santander Brasil e da Intelbras | Forbes (calendário do BTG) |
| 29 de outubro | Ambev (antes da abertura); Multiplan e Vale (após o fechamento) | Forbes (calendário do BTG) |
| 30 de outubro | Usiminas e Irani (antes da abertura) | Forbes (calendário do BTG) |
| Sem data | Medidas fiscais citadas por Durigan | Agência Brasil |
💡 Leitura recomendada: O que é Ibovespa e sua importância.
Aviso: este texto tem caráter informativo e não é recomendação de investimento, nem orientação jurídica ou tributária. Confirme as regras vigentes nos canais oficiais e, se necessário, consulte um profissional habilitado.
Fontes consultadas
- InfoMoney: fechamento de 26 de outubro, circuit breaker, altas e quedas por ação e análises
- Gazeta do Povo: queda máxima, dólar, juros futuros e causas atribuídas
- Agência Brasil: fechamento de 27 de outubro, Durigan e Galípolo
- Exame: estudo da Elos Ayta sobre a queda em dólares e o valor de mercado
- 40graus: juros futuros e atuação do Tesouro em 27 de outubro
- Minhas Economias: abertura de 28 de outubro e expectativa para o Fed
- Forbes Brasil: calendário de balanços do 3T26, do BTG Pactual
Reportagens de referência: Agência Brasil e Gazeta do Povo.




