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Pior Semana do Ibovespa Desde 2020: Queda de 18,12% e Dólar a R$ 5,44

Pior semana do Ibovespa desde 2020: queda de 18,12% e dólar a R$ 5,446. Veja a linha do tempo, a causa e o que ainda não se sabe.

Balança de latão desequilibrada com disco dourado e maquete de prédios, ilustrando a pior semana do Ibovespa

Dados até 30 de outubro de 2026, 22h30 (Brasília). Os números são de fechamento da sexta-feira, 30 de outubro. A segunda-feira, 2 de novembro, é feriado de Finados.

Em resumo

  • Fato: o Ibovespa fechou a semana em 167.921,80 pontos, queda de 18,12%, a pior desde março de 2020. O dólar encerrou a R$ 5,446, com alta de 9,15% na semana.
  • Causa: a Agência Brasil atribui o movimento a ajustes após a reeleição do presidente Lula, à incerteza fiscal e à espera pela equipe econômica. O exterior também pesou.
  • Para o leitor: o dólar mais alto encarece viagens e importados. A próxima data é o Copom de 3 e 4 de novembro, com a Selic em 13,75%.

Pior semana do Ibovespa desde 2020: o que aconteceu

A pior semana do Ibovespa desde março de 2020 terminou com queda de 18,12% e fechamento em 167.921,80 pontos (−0,75% na sexta-feira). Em outubro, o índice perdeu 9,88%, o pior mês desde junho de 2022. O dólar comercial subiu 9,15% na semana, a maior alta semanal desde outubro de 2008, e fechou a R$ 5,446. A seguir, a sequência dos pregões, a conta no bolso e o que ainda não se sabe.

O contexto é o segundo turno de 25 de outubro. Segundo o TRE-SP, com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos, ou 48,21% dos válidos. Lula (PT) teve 64.256.232 votos, ou 51,79%.

DiaIbovespaFonte
Segunda, 26/10−13,88%; circuit breaker acionadoSBT News; BMC News
Terça, 27/10−0,51%, a 175.710 pontosNC News
Quarta, 28/10−2,68%, a 171.006 pontosNC News
Quinta, 29/10−1,06%, a 169.186 pontosNC News
Sexta, 30/10−0,75%, a 167.921,80 pontosAgência Brasil

Circuit breaker é a pausa nas negociações que a B3 aciona quando o índice cai demais em um dia. Na segunda-feira, o dólar chegou a superar R$ 5,60, segundo a NC News.

O que muda no seu bolso: simulação com US$ 1.000

ItemInício da semanaFechamento de 30/10
Dólar comercialcerca de R$ 4,99*R$ 5,446
US$ 1.000 em reaiscerca de R$ 4.990R$ 5.446
Diferençacerca de R$ 456

*Simulação ilustrativa. A cotação inicial foi calculada dividindo R$ 5,446 por 1,0915 (alta semanal informada), então é cálculo próprio. A conta não inclui IOF, tarifas nem o spread (diferença de preço) cobrado por bancos e corretoras. Dólar turismo e dólar de cartão têm cotações próprias.

O que explica a queda e o que ainda não está claro

A Agência Brasil lista as causas do mercado: ajustes após a reeleição e incerteza sobre a política fiscal. Cita ainda a saída líquida de cerca de R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana, segundo a B3. Também aponta queda de ações de tecnologia no exterior, com o S&P 500 em −1,82%. Houve ainda busca por proteção cambial antes do feriado de Finados.

O InfoMoney, em cobertura da manhã, falava em ausência de plano fiscal crível para 2027 e de definição da equipe econômica. O BMC News lembra que o Orçamento de 2027 (PLN 24/2026) aguardava andamento no Congresso. A proposta do Executivo projeta superávit primário de R$ 18,6 bilhões.

Do lado do governo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em 27 de outubro que há medidas fiscais prontas. Segundo ele, falta a autorização do presidente, que antes definirá a equipe. Esse é o relato da Agência Brasil, e não há medida detalhada até 30 de outubro.

Segundo o SBT News, as opções de Copom da B3 indicam 63,1% de chance de manter a Selic em 13,75% e 28% de corte para 13,50%. Não consegui confirmar a data dessa pesquisa.

O que não está claro:

  • A alta semanal do dólar aparece como 9,15% (Agência Brasil) e 9,04% (BMC News). Não há dado público localizado que explique a diferença.
  • Não há dado público localizado sobre a composição da equipe econômica nem sobre o conteúdo das medidas fiscais.
  • As fontes descrevem leituras de mercado. Nenhuma prevê o que acontece nos próximos pregões.

Perguntas rápidas

Foi a maior queda semanal da história? Não. Foi a pior desde março de 2020, quando a queda semanal foi de 18,88%, segundo a Agência Brasil.

O dólar bateu recorde? A alta de 9,15% é a maior em uma semana desde outubro de 2008. Não há dado público localizado sobre o maior valor absoluto da moeda nas fontes lidas.

Qual é a próxima data importante? O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro, com a Selic em 13,75%, segundo o BMC News.

💡 Leitura recomendada: Como lidar com a valorização do dólar.

Aviso: texto informativo, não é recomendação de investimento nem orientação jurídica ou tributária. Confirme as informações em canais oficiais e, se necessário, consulte um profissional habilitado.

Fontes consultadas

  • Agência Brasil: fechamento, variações e causas (30/10/2026, 19h40)
  • BMC News: fechamento, circuit breaker, Orçamento 2027 e Copom (30/10/2026, 19h55)
  • Itabira Online: fechamento do dólar e do Ibovespa (30/10/2026)
  • SBT News: queda de segunda-feira, Selic e pesquisa da B3 (30/10/2026)
  • NC News: fechamentos de terça a quinta e dólar na segunda (30/10/2026, 16h12)
  • InfoMoney/Estadão Conteúdo: causas em cobertura da manhã (30/10/2026, 12h22)
  • Agência Brasil: declaração do ministro Durigan (27/10/2026)
  • TRE-SP: resultado do 2º turno (25/10/2026, atualizado em 26/10)

Reportagem de referência: Agência Brasil.

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Jeferson Santos

Olá! Sou Jeferson Santos, bacharel em Tecnologia da Informação e investidor há 6 anos em ações, fundos imobiliários e renda fixa. Comecei com R$100 e, aplicando análise e disciplina, consegui crescer meu patrimônio em mais de 80% — e conquistar a liberdade financeira que tanto busquei. Criei o Aprender sobre Finanças para compartilhar o que aprendi na prática, sem enrolação e sem promessas irreais. Aqui você encontra conteúdo real, de quem realmente investe.

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