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Ações Ordinárias e Preferenciais: Qual É a Melhor para a Sua Carteira?

Entenda ações ordinárias e preferenciais, veja diferenças, direitos, riscos e perfis indicados para escolher melhor sua carteira.

Ações Ordinárias e Preferenciais: Qual É a Melhor para a Sua Carteira?

Você já percebeu como duas ações da mesma empresa podem ter direitos diferentes na bolsa? Em ações ordinárias e preferenciais, a diferença vai além do ticker e muda voto, dividendos e até o perfil de quem compra.

Para o investidor iniciante, entender essa separação ajuda a sair da poupança com mais segurança. E evita decisões por impulso, já que ON e PN não servem ao mesmo objetivo.

O que são ações ordinárias

As ações ordinárias representam uma fatia da empresa e dão direito de voto nas assembleias. Na prática, quem compra esse tipo de papel participa das decisões societárias, ainda que nem sempre tenha poder isolado para mudar tudo.

É uma escolha que costuma interessar a quem valoriza governança e quer acompanhar a empresa mais de perto. Entre ações ordinárias e preferenciais, as ON se aproximam da ideia de “ter voz” no negócio, mesmo que pequena.

Se você gosta de entender o rumo da companhia, esse formato faz sentido. Em muitos casos, investidores de longo prazo preferem ON por enxergarem maior alinhamento entre controle, transparência e sucessão societária.

Na prática, pense assim: ao comprar uma ON, você não está só buscando retorno. Você também está entrando na conversa sobre temas relevantes, como fusões, reorganizações e eleição de conselhos.

Isso aparece com força em empresas listadas na B3 que usam o mercado fracionário, porque o investidor iniciante pode começar com poucas ações e aprender a ler a lógica da participação societária sem precisar de grandes aportes.

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IPCA (12m)carregando...
Poupançacarregando...
R$
R$
% CDI
CDB: incide IR regressivo (22,5% até 180 dias → 15% acima de 720 dias) e IOF nos primeiros 30 dias.
% CDI
LCI/LCA são isentas de IR para pessoa física — ótimas para médio e longo prazo.
% a.a.
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Com Selic acima de 8,5% a.a.: rende 0,5% ao mês + TR. Com Selic ≤ 8,5%: rende 70% da Selic + TR. Isenta de IR.
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O que são ações preferenciais

O que são ações preferenciais
Imagem ilustrativa sobre O que são ações preferenciais

As ações preferenciais, ou PN, costumam oferecer prioridade econômica em relação às ON. Em geral, isso significa mais chance de receber dividendos antes, ou receber algum tratamento previsto no estatuto.

Mas atenção: preferência não é garantia de pagamento. Em ações ordinárias e preferenciais, a PN traz vantagem societária definida em regra interna da companhia, não uma promessa absoluta de rendimento.

Na rotina do investidor, isso pode atrair quem busca fluxo de proventos mais previsível. Ainda assim, é preciso olhar o estatuto e entender como a empresa distribui resultados, porque a política pode mudar.

Nas nossas análises, observamos que muitos iniciantes confundem PN com “ação que paga mais dividendos sempre”. Não é bem assim. O histórico ajuda, mas não substitui a leitura do negócio.

Se quiser aprofundar, vale comparar com o material sobre Ações PN, que detalha esse tipo de papel com mais foco em dividendos preferenciais.

Ações ordinárias e preferenciais

Agora fica mais fácil comparar. Entre ações ordinárias e preferenciais, a diferença central está no direito de voto e na prioridade econômica. Isso muda tanto a experiência de quem compra quanto a forma de analisar a empresa.

Quem busca influência na governança tende a olhar primeiro para ON. Já quem valoriza possível prioridade em proventos costuma observar PN com mais atenção, sempre conferindo as regras da companhia.

Para organizar essa visão, veja a comparação direta abaixo.

CritérioAções ordinárias (ON)Ações preferenciais (PN)
Direito de votoNormalmente têm voto em assembleiasGeralmente não têm voto, ou têm restrições
Prioridade em dividendosNão costumam ter preferência especialPodem ter prioridade ou vantagem econômica
Foco principalGovernança e participação societáriaPotencial de proventos e tratamento preferencial
Perfil mais adequadoInvestidor que valoriza voto e controleInvestidor que busca renda e simplicidade

Na prática, ações ordinárias e preferenciais não são uma disputa de “melhor” ou “pior”. A decisão depende do objetivo. Se a ideia é acompanhar decisões da empresa, ON pode ser mais alinhada.

Se o foco é observar distribuição de resultados, PN pode chamar mais atenção. Mas o investidor precisa olhar liquidez, histórico de dividendos e estrutura societária antes de comprar.

Para uma visão complementar, veja também Ações ON e PN, um conteúdo útil para entender a diferença antes de investir na bolsa.

Direitos do acionista na prática

Direitos do acionista na prática
Imagem ilustrativa sobre Direitos do acionista na prática

Na vida real, direitos de acionista aparecem em momentos específicos. Isso inclui votar em assembleias, receber dividendos quando a empresa distribui lucro e acompanhar decisões que podem afetar o valor do papel.

Se você quer participar mais do rumo da empresa, as ON fazem mais sentido. Se prefere acompanhar resultados sem se envolver tanto na governança, as PN podem parecer mais simples.

Um exemplo concreto: imagine uma companhia discutindo mudança no conselho. Quem tem voto pode participar dessa escolha. Já quem não tem, acompanha o efeito no preço e nos proventos, mas sem influência direta.

“O investidor deve conhecer os direitos e deveres associados ao título que adquire, especialmente no caso de companhias abertas.” — CVM, em orientações ao investidor.

Esse tipo de orientação ajuda a separar expectativa de realidade. Em ações ordinárias e preferenciais, os direitos variam conforme a classe e o estatuto social, então ler a documentação da empresa é parte da decisão.

Fontes institucionais como a CVM e a B3 são ótimos pontos de partida para entender assembleias, eventos societários e a lógica de negociação.

Vantagens e desvantagens de cada uma

As ON têm como principal vantagem o voto. Isso pode ser relevante em empresas com boa governança, especialmente quando o investidor pensa no longo prazo e quer acompanhar mudanças estratégicas.

Já as PN podem oferecer melhor tratamento econômico em algumas estruturas. Em termos práticos, isso pode significar prioridade em dividendos ou algum mecanismo de proteção previsto no estatuto.

O trade-off é claro: voto não paga conta sozinho, e prioridade econômica não substitui análise de qualidade da empresa. Em ações ordinárias e preferenciais, você troca um benefício por outro, sem garantia automática de retorno maior.

Veja um cenário simples. Se uma empresa distribui R$ 1 por ação em dividendos e uma classe tem preferência de 10%, essa ação poderia receber R$ 1,10 por papel, dependendo da regra societária. É um exemplo didático, não uma promessa.

Também existe a questão da liquidez. Algumas ON e PN negociam muito bem; outras mal saem do lugar. Isso afeta preço, spread e facilidade de compra e venda, principalmente para quem opera valores menores.

Na prática, o investidor olha três coisas ao mesmo tempo: governança, proventos e negociação. Se um desses pontos estiver fraco, a suposta vantagem da classe pode perder força rapidamente.

Como escolher entre elas

Escolher entre ON e PN fica mais fácil quando você parte do seu objetivo. Não existe resposta única, porque o melhor papel depende do momento de vida e da estratégia.

Em ações ordinárias e preferenciais, o foco deve ser alinhamento. Quem quer participar de decisões costuma olhar ON. Quem quer buscar distribuição mais previsível tende a observar PN com mais atenção.

Use estes critérios antes de decidir:

  • Objetivo principal: voto e governança ou busca por proventos.
  • Tolerância a risco: maior interesse em controle ou em previsibilidade econômica.
  • Liquidez do ativo: papel negociado com frequência reduz a dificuldade de saída.
  • Histórico da empresa: dividendos, endividamento e qualidade da gestão contam muito.
  • Horizonte: curto prazo pede atenção extra à liquidez; longo prazo exige qualidade do negócio.

Se sua meta é construir carteira aos poucos, a escolha pode começar simples. Em vez de buscar “a ação perfeita”, vale comparar empresas reais e entender se a classe escolhida combina com seu plano.

No nosso acompanhamento de iniciantes, percebemos que a pior decisão é comprar só pelo nome do papel. A classe importa, mas o negócio por trás importa ainda mais.

Exemplos de empresas na bolsa

Na B3, é comum encontrar empresas com as duas classes. Isso ajuda a visualizar como ações ordinárias e preferenciais aparecem no mercado de forma prática, sem precisar decorar teoria.

Um exemplo conhecido é a Petrobras, com PETR3 para ON e PETR4 para PN. Outro caso clássico é a Vale, que negocia principalmente ON, mostrando que nem toda empresa oferece as duas classes do mesmo jeito.

Também há companhias como Itaú Unibanco, com ITUB3 e ITUB4, em que o investidor observa no ticker se está comprando ON ou PN. Esse detalhe muda a leitura do papel, mesmo dentro da mesma empresa.

Para quem está começando, o primeiro passo é simples: olhar o final do ticker. Em geral, o número 3 indica ON e o 4 indica PN, embora sempre valha confirmar na ficha da empresa na B3.

Se quiser entender melhor a lógica dos tickers e da negociação, a B3 mantém páginas institucionais sobre companhias listadas e seus papéis, o que ajuda a evitar confusões comuns.

Erros comuns de quem começa

Um erro frequente é comprar apenas porque o papel paga dividendos. Isso pode ser tentador, mas não substitui análise do negócio, da dívida e da consistência da distribuição.

Outro equívoco é achar que preferência significa retorno garantido. Em ações ordinárias e preferenciais, a PN pode ter vantagem prevista, mas a empresa ainda pode reduzir ou suspender pagamentos conforme sua situação.

Também é comum ignorar governança. Empresas com estrutura acionária mais complexa podem concentrar poder em poucos controladores, e isso muda a forma como ON e PN se comportam no tempo.

Há ainda quem compre pelo preço nominal, achando que ação barata é ação boa. Uma cota de R$ 10 não é necessariamente melhor que outra de R$ 40. O que importa é o valor do negócio e o preço pago por ele.

Outro ponto sensível é confundir boato com informação. Antes de montar posição, vale olhar fatos relevantes, demonstrativos e comunicados oficiais. Esse cuidado evita decisões baseadas só em “dica quente”.

Resumo para decidir melhor

Se você quer governança e voto, ON tende a fazer mais sentido. Se a prioridade é buscar vantagens econômicas previstas em regra societária, PN pode entrar na análise. Em ações ordinárias e preferenciais, o ponto central é o seu objetivo.

Antes de comprar, compare empresa, liquidez, histórico e tipo de direito que o papel oferece. Se quiser avançar com mais segurança, vale ler também o guia sobre qual escolher e montar sua carteira com mais consciência.

Este conteúdo tem caráter educacional e não constitui recomendação de investimento. Consulte um assessor financeiro certificado antes de tomar decisões.

Perguntas frequentes sobre ações ordinárias e preferenciais

Qual é a principal diferença entre ações ordinárias e preferenciais?

A diferença central está no direito de voto e na prioridade econômica. As ações ordinárias dão participação nas assembleias, enquanto as preferenciais costumam oferecer prioridade em dividendos ou outro benefício previsto no estatuto da companhia.

Como escolher entre ON e PN ao investir?

Se o objetivo for participar da governança e acompanhar decisões societárias, as ON tendem a fazer mais sentido. Se a prioridade for buscar possível previsibilidade em proventos, as PN podem ser mais interessantes, sempre com análise do estatuto.

Quais benefícios as ações preferenciais podem oferecer?

As ações preferenciais podem trazer preferência no recebimento de dividendos ou em outros direitos econômicos definidos pela empresa. Porém, essa vantagem não garante pagamento, porque depende do desempenho da companhia e das regras internas do papel.

É verdade que ações preferenciais sempre pagam mais dividendos?

Não. Esse é um mito comum entre investidores iniciantes. Em ações ordinárias e preferenciais, a PN pode ter prioridade, mas isso não significa rendimento maior em todos os casos. O histórico ajuda, mas não substitui a leitura do estatuto.

Por que entender ações ordinárias e preferenciais ajuda o investidor iniciante?

Porque essa diferença muda o tipo de participação na empresa e evita decisões por impulso. Saber quando a ação dá voto ou prioridade econômica ajuda a alinhar a compra ao seu objetivo, seja governança, seja busca por proventos.

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Jeferson Santos

Olá! Sou Jeferson Santos, bacharel em Tecnologia da Informação e investidor há 6 anos em ações, fundos imobiliários e renda fixa. Comecei com R$100 e, aplicando análise e disciplina, consegui crescer meu patrimônio em mais de 80% — e conquistar a liberdade financeira que tanto busquei. Criei o Aprender sobre Finanças para compartilhar o que aprendi na prática, sem enrolação e sem promessas irreais. Aqui você encontra conteúdo real, de quem realmente investe.

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