Como Acumular Milhas Mais Rápido Sem Voar De Avião: O Guia – Muita gente ainda acredita que, para ter uma conta recheada de milhas, é preciso viver dentro de um aeroporto.
Sabe aquele amigo que viaja a trabalho toda semana? Pois é, você não precisa da rotina dele. Na verdade, as melhores estratégias para juntar pontos acontecem em terra firme, muitas vezes no sofá da sua sala.
Se você acha que o cartão de crédito é a única ferramenta, prepare-se. Ele é só uma parte da engrenagem. O verdadeiro segredo está em como você gasta o dinheiro que já sairia da sua conta de qualquer jeito.
Principais Pontos Deste Artigo
- O cartão de crédito não é o único herói dessa história.
- Compras bonificadas rendem muito mais que gastos orgânicos.
- Clubes de milhas podem acelerar o processo (se usados direito).
- Transferências com bônus são o momento da mágica.
O Cartão de Crédito: A Base, Não o Teto
Vamos começar pelo óbvio, mas com um ajuste de expectativa. Pagar tudo no crédito ajuda? Sim. Vai te deixar rico em milhas rápido? Provavelmente não, a menos que sua fatura seja astronômica.
A lógica é simples: a maioria dos cartões pontua por dólar gasto. Com o câmbio lá em cima, você gasta muito em reais para ganhar pouco em pontos. Ainda assim, é melhor que o débito, que não te dá nada.
“O cartão de crédito é apenas o meio de pagamento, a estratégia de acúmulo está onde você compra, não como você paga.”
Para quem está começando a organizar as finanças para viajar, entender isso é crucial. Se quiser saber mais sobre como organizar o orçamento para sobrar dinheiro para essas estratégias, leia mais sobre controle financeiro.
Compras Bonificadas: O Pulo do Gato
Aqui a brincadeira fica séria. Os programas de fidelidade dos bancos (como Livelo e Esfera) têm parcerias com grandes lojas de varejo. Em vez de entrar direto no site da loja para comprar um liquidificador ou um iPhone, você entra pelo link do programa de fidelidade.
Por que fazer isso? Porque em promoções normais, você ganha 1 ponto por real. Em promoções agressivas, pode ganhar 10, 15 ou até 20 pontos por real gasto. Isso sim enche o saldo rápido.
Tabela: Gastos Orgânicos vs. Compras Bonificadas
| Tipo de Gasto | Valor Gasto (R$) | Conversão Típica | Pontos Gerados |
|---|---|---|---|
| Fatura Cartão (1:1 USD) | R$ 2.000,00 | ~1 ponto a cada R$ 5,50 | ~360 pontos |
| Compra Bonificada (10:1 BRL) | R$ 2.000,00 | 10 pontos a cada R$ 1,00 | 20.000 pontos |
A diferença é brutal. Na segunda opção, você gerou pontos suficientes para um trecho nacional sem precisar voar, apenas comprando algo que precisava.

Clubes de Milhas e Assinaturas
Assinar um clube de milhas significa pagar uma mensalidade para receber pontos fixos todo mês. Vale a pena? Depende do seu objetivo. O maior benefício não são os pontos mensais em si, mas as vantagens extras, como bônus maiores na hora de transferir para companhias aéreas ou descontos na compra de pontos.
Para entender melhor a história dos programas de fidelidade, vale dar uma olhada na definição de Marketing de Fidelidade na Wikipedia, pois é a base de como essas empresas lucram.
Prós e Contras de Assinar Clubes
Antes de sair assinando tudo, avalie:
Prós
- Acelerador: Pontos caem todo mês sem esforço.
- Benefícios VIP: Acesso a promoções exclusivas de transferência.
- Validade: Pontos costumam não expirar ou ter validade longa.
Contras
- Custo Fixo: Mais um boleto para pagar todo mês.
- Fidelidade: Alguns exigem permanência mínima.
- Risco: Se não usar as milhas, jogou dinheiro fora.
Transferência Bonificada: Multiplicando o Saldo
Você juntou pontos no programa do banco. Eles ainda não são milhas aéreas. Para virarem milhas, você transfere para a Latam Pass, Smiles ou TudoAzul. O segredo? Nunca transfira em dias normais.
Espere as promoções de “Transferência Bonificada”. Elas oferecem 80%, 90% ou até 100% de bônus. Se você tinha 20 mil pontos no banco e transfere com 100% de bônus, vira 40 mil milhas na companhia aérea. É matemática pura a seu favor.
Checklist do Acumulador de Milhas
Quer garantir que não está deixando dinheiro na mesa? Siga esse ritual:
- [ ] Cadastrou-se gratuitamente nos programas dos bancos (Livelo, Esfera, etc)?
- [ ] Baixou os apps das companhias aéreas?
- [ ] Antes de comprar qualquer coisa online, verificou se tem parceiro pontuando?
- [ ] Concentrou todos os gastos fixos no cartão de crédito?
- [ ] Ativou as notificações para saber das promoções de transferência?
Glossário Rápido
Para não ficar perdido nas conversas sobre o assunto:
- Spread: Diferença entre o valor de compra e venda de milhas (para quem negocia).
- Pontos vs. Milhas: Geralmente, “pontos” estão no banco/programa do cartão e “milhas” estão na companhia aérea.
- Bumerangue: Tipo de promoção onde você ganha bônus na transferência e uma parte dos pontos volta para sua conta original.
Veredito
Acumular milhas sem voar é totalmente possível e muito mais eficiente do que esperar por viagens a trabalho. Exige apenas uma mudança de hábito: pensar antes de pagar. Trocar o débito pelo crédito e o site direto da loja pelo link do parceiro são atitudes pequenas que garantem a viagem de férias.
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Perguntas Frequentes
Não. Embora cartões de alta renda pontuem mais, a estratégia de compras bonificadas em parceiros funciona com qualquer cartão, até mesmo pagando no PIX em alguns casos, dependendo da regra da promoção.
Sim, na maioria dos programas elas têm validade (geralmente 2 anos). Porém, ao transferir para a companhia aérea ou assinar certos clubes, você pode renovar ou estender essa validade.
Só vale a pena se o custo do milheiro (lote de 1.000 milhas) for inferior ao valor que você pagaria na passagem em dinheiro. Geralmente, faz-se isso comprando pontos com desconto (ex: 50% off) e transferindo com bônus.
Cashback é dinheiro de volta na conta. Milhas são uma moeda de troca. Matematicamente, se você souber usar, as milhas podem valer mais que o cashback. Mas o cashback é mais simples e imediato. Depende se você quer viajar ou quer o dinheiro agora.
Existem sites especializados que compram suas milhas (HotMilhas, MaxMilhas). No entanto, as regras das companhias aéreas sobre isso têm ficado mais rígidas, e muitas vezes elas limitam a emissão de passagens para terceiros (CPF limitados). Leia os regulamentos antes.












